terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Relacionamentos de 3a e 4a Dimensão - Germane e Sasha (Lyssa Royal)


3-D
Relacionamentos da 3a Dimensão
A forma como os relacionamentos normalmente funcionam com a gente na nossa 3a dimensão.
4-D
Relacionamentos da 4a Dimensão
A forma como os relacionamentos normalmente funcionam na 4a dimensão.
Separação
Separação é apenas uma ilusão.
Separação da Fonte (Deus).
Separação de cada um.
Separação de aspectos de nós mesmos.
Integração + Reintegração
Tudo e todos estão conectados.
Segredo
Esconder informações de meu parceiro e de mim mesmo.
Com o segredo, meu parceiro nunca poderá saber quem eu realmente sou.
Me manter separado de uma grande parte de mim mesmo.
Honestidade + Aberto (Vulnerável)
Honestidade total com meu parceiro.
Com honestidade, meu parceiro pode saber quem eu realmente sou.
Honestidade significa ser 100% quem eu realmente sou.
Eu não deixo de comentar ou expressar alguma ideia apenas para não ferir meu parceiro, ou para controlar o relacionamento.
Eu nunca saberei quando irei machucar a outra pessoa ou como elas irão reagir com minha honestidade. Então, tenho que parar de assumir responsabilidade pelas emoções, crescimento e reações das pessoas com minha comunicação honesta não-manipulativas.
Monogamia Baseada No Medo
Através da meu relacionamento monogâmico, eu estou separado da vulnerabilidade de ter que me relacionar com outras pessoas. Então, eu me sinto seguro (separado e seguro).
Relacionamentos Por Escolha

Monogamia por escolha.
Poligamia por escolha.
Multi-Fidelidade por escolha.
Não existe o certo ou o errado em qualquer tipo de relacionamento: todos eles são neutros. Se eu escolho monogamia, isso não significa que meu parceiro tenha que fazer a mesma escolha.
Amor Condicional
Eu vou te amar enquanto você satisfaz minhas necessidades e expectativas. Vou parar de te amar quando você não me satisfazer mais.
Amor Incondicional
Mesmo você não satisfazendo minhas necessidades ou minhas expectativas, eu ainda vou te amar. Eu amo você pelo jeito que você é e não tento mudar algo em você.
Comprometimento
Eu preciso de um comprometimento, para evitar meu medo de ter que lhe dar com outros relacionamentos.
Comprometimento é uma ilusão da 3a dimensão. Comprometimento nunca é sinal de segurança. Comprometimento apenas faz com que eu me sinta ou pense que estou seguro.
Esteja Nno Presente
Comprometimento iria me tirar do presente.
Eu permaneço no presente, eu não preciso de comprometimento por que eu confio que o futuro tomará conta dele mesmo.
Expectativas
Eu quero, eu espero. Eu tento fazer meu parceiro preencher minhas expectativas e minha necessidades. Eu uso meu parceiro para me satisfazer.
Sem Expectativas
Eu confio e não tenho nenhuma expectativa de meu parceiro.
Eu aproveito meu parceiro, mas sem expectativas.
Estou com ele por ele ser quem ele é e não penso em mudar algo nele.
Manipulação
Eu uso uma manipulação obvia ou disfarçada para satisfazer minhas necessidades enquanto me mantenho protegido de meus próprios medos. Eu vejo meu parceiro apenas como ele precisa ser pra mim e não como ele realmente é.
Permissão
Eu permito meu parceiro ser quem ele precisa ser. Apenas assim consigo ver quem ele realmente é.
Necessidade De Controle
Eu não confio que tudo o que acontece é para meu bem. Então eu preciso controlar e transformar a relação para ter a forma que eu quero que tenha.
Sinto como seu meu parceiro fosse meu.
Confiança Absoluta
Eu confio que tudo que aconteça comigo é para meu próprio bem. Então eu não tenho desejo ou necessidade de controlar meu parceiro.
Relacionamento precede o Crescimento Pessoal.
Crescimento Pessoal precede o Relacionamento.
Dependencia
Eu dependo e preciso de alguém fora de mim mesmo para ser feliz.
Auto Suficiente
Eu reconheço que eu, apenas eu, sou o criador de minha realidade. Então, apenas eu sou o gerador de minha felicidade.
Uma Pessoa Não Pode Amar Mais De Uma Pessoa
3a Dimensão enfatiza a dualidade.
Se meu parceiro começa a amar uma outra pessoa isso significa que ele/ela meu amará menos. (isso é uma ilusão)
Uma Pessoa Pode Amar Mais De Uma Pessoa
4a Dimensão enfatiza a multiplicidade.
Não importa quantas pessoas meu parceiro ama, a intensidade não diminui, em nenhum sentido, em quanto amor ele/ela tem por mim.
Não importa quantas pessoas eu amo, isso não diminui, de forma alguma, o quanto eu amo meu parceiro.
Não É Bom se meu parceiro passa menos tempo comigo
Não me importo se meu parceiro passa menos tempo comigo
Se eu realmente me amo incondicionalmente, o tempo que passo comigo mesmo e o tempo que passo com meu parceiro é igualmente valioso.
Eu me amo da mesma forma que amo meu parceiro. Então, o tempo que passo sozinho é tão proveitoso quando o tempo que passo com meu parceiro. Então, está tudo bem se eu passar menos tempo com meu parceiro.
Dor
Sempre existirá dor enquanto eu estiver usando a mentalidade de relacionamentos da 3a dimensão.
Felicidade, Prazer e Êxtase
Não existe dor, apenas felicidade, prazer e êxtase quando eu estou na mentalidade de relacionamentos da 4a dimensão.
Terminar Um Relacionamento trás dor e perda
Terminar Um Relacionamento não trás dor e perda
Reconhecendo que esse relacionamento não mais nos serve, nós escolhemos harmoniosamente termina-lo. Nós reconhecemos que o relacionamento está indo em diferentes direções para nós dois, então permitimos que ele termine, sem ressentimentos. Apenas com amor.
Medo Ou Dor da Solidão
Solidão, como separação, é uma ilusão da 3a dimensão.
Se Sentir Conectado Com Pessoa Importantes Pra Você
Mesmo se meu parceiro está distante (em viajem por exemplo), ou mesmo que eu não o veja por um longo período, eu ainda me sinto conectada com ele/ela. Atrás da ilusão de nossa separação, existe nossa conexão que é real.
Raiva De Alguém (Exteriorizar A Raiva)
Eu estou com raiva de meu parceiro pois ele não faz o que eu quero, ou preciso.
Raiva De Mim Mesmo (Interiorizar A Raiva)
Eu estou com raiva de mim mesmo por criar essa realidade que não prefiro.
Vitimização – Agressores e Vitimas
As vezes eu machuco as pessoas.
As vezes eu me machuco com os comentários ou atitudes dos outros.
Agressores e Vitimas é uma ilusão.
Não existe vitimização, pois cada um cria a própria realidade.
Eu Crio Minha Própria Realidade
Responsabilidade e Poder Pessoal
Eu crio minha própria realidade e isso inclui as reações de outras pessoas as minhas ações.
Eu não posso machucar ninguém. Apenas eu sou responsável por minhas reações aos comentários e ações de outras pessoas.
Se Sentir Responsável Pelas Necessidades De Meu Parceiro
Meu parceiro procura que suas necessidades sejam supridas externamente por mim, mas as necessidades da pessoa nunca será totalmente suprida por alguém, então eventualmente ele/ela ficará com raiva de mim por não estar suprindo suas necessidades.
Ser Responsável Por Aquilo Que Posso Dar Para Meu Parceiro Ou Para O Nosso Relacionamento
Eu sou puro em minhas intenções em meu relacionamento.
Eu sou 100% quem eu realmente sou com meu parceiro.
Eu sou responsável por aquilo que, em minha integridade, eu gostaria de dar para o nosso relacionamento.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Diferenças


Uma vez eu fui num laboratório, fui com a patroa por que ela precisava dar uns choques nos nervos pra ver se eles funcionam, uma coisa assim. No meu tempo, choque nos nervos era dedo na tomada. 110v era choque e 220v era coice. O problema é que só gente rica deve ter problema nos nervos. Pobre já tem o sistema nervoso, isso não é problema. Então, esse tal do exame só tem na unidade lá da paulista e região, zona leste nem pensar.

Imagina, as 3 da tarde e aquele povo que não faz nada da vida fazendo exame. E como eu sei que era esse bem-dito do exame? Simples, tinha um andar só pra ele! Haviam 2 senhoras na minha frente que tinha jeito de professoras, pena que o sobrenome anunciado pela atendente entregava a profissão, dona de casa e mulher de empresário. Mãe e filha, seguiam a linhagem nobre da família. Também tinha um cara que parecia aqueles que perderam o emprego por já ter uma certa idade e com o dinheiro da demissão resolveu montar um negócio próprio. Já gastou quase todo dinheiro no novo empreendimento mas precisa manter a pose, precisa manter o porte perante os amigos, familiares e sociedade. A final, ele era bem sucedido, mesmo falido. Sem esquecer de mencionar, tinha também o adolescente do meu lado, iPhone e Nike. Balada de consumação mínima de $150 e garotas que custam pelo menos 10x mais do que isso por mês. Sem problemas pra bancar, mas deve ser um saco aguentar.

Em contrapartida tinha as 2 tias. As atendentes. Num local como aquele, são funcionárias diferenciadas, condizentes com a clientela. Ensino fundamental, 4 filhos, churrasco no domingo e R$900 todo mês na conta. Elas aprenderam a ignorar as pessoas que as sempre ignoraram. Elas aprenderam a fingir que os clientes não existem ao mesmo tempo que se preocupavam em não haver contato físico, visual ou auditivo com eles.

No meio disso tudo a preocupação que eu tinha era a do manobrista resolver liberar um pouco de sua raiva, criada e sustentada todos os dias pela humilhações, inferioridade e indiferença da magnifica clientela; e resolver dar aquela ralada no meu carro ou fingir que não havia algumas tranqueiras dentro do porta-luvas.

A saída foi praticamente um parto. Acreditava que a vida de gente rico era corrida e agitada, não foi bem isso que vi. Paguei a exorbitância de 10% do salário do manobrista para o estacionamento e aguardei uns vinte minutos na fila de espera do carro. Não sei se era problema de logística ou ganancia absurda, mas faltava pelo menos metade de manobristas necessário para cuidar de todo aquele povo, e mesmo assim ninguém reclamava. Tanta exclusividade no laboratório e tanta humilhação no estacionamento, tendo que esperar, como se fossem pessoas normais. Deve ser assim que eles veem o problema do transito de São Paulo, não é o engarrafamento da 23 ou da Radial, é o engarrafamento do estacionamento que deve matar.

Mesmo com uma vontade grande de reclamar com alguém, dizer algumas poucas palavras para a mocinha que ficava no caixa sobre os outros guichês vazios, sabia que se dissesse algo ela ia levar para o lado pessoal, não ia adiantar nada e só ia arrumar confusão com quem eu menos gostaria. Depois disso tudo, meu carro subiu do andar de baixo, se destoava dos demais, não pela cor por que o preto dominava mas pelo tipo, o meu era o único nacional. E também era o menor de todos.

Saia e chegava carros de 5, 7, 10 lugares mas só com o dono dentro. Deve ser consciência pesada, coisa da culpa. A família toda deve andar no carro no máximo 1 vez por semana para ir em algum jantar especial ou coisa do gênero, mas tentar mostrar para os outros que a família esta a cima de qualquer coisa, chega a ser hilário.

Peguei meu carro... obrigado, boa tarde e bom serviço foram as únicas coisas que disse para aquela pessoa que me entregou o possante. E a única coisa que recebi em troca foi um sorriso, não em retribuição ao que tinha dito, nem sei se ele chegou a escutar, mas em retribuição a existência dele mesmo. Eu havia visto o que não era para existir.

Depois de ter passado pela Radial as 6 da tarde, estava tranquilo pelo transito que deixei para trás e pela realidade que eu não fazia parte e me incomodava profundamente.

E a única conclusão que tirei desse dia foi que as pessoas ainda acreditam que ela são o que elas tem. Se você não tem, você não é, você não existe. Só isso.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Escolhas


Escolhas, escolhas... decisões.

Você passa toda sua vida fazendo as suas. Passa todo seu dia fazendo as suas. Seja decidir a hora que acorda ou a hora que vai dormir, sua vida gira em torno de suas escolhas.

Oque pouca gente percebe é que suas escolhas são SUAS escolhas. De mais ninguém.

Oque muitas pessoas preferem não aceitar é que toda e qualquer escolha, é de inteira responsabilidade delas.

A hora de nascer (ou reencarnar, se preferir) foi você que escolheu. Você decidiu que era o momento certo para passar por certas experiências, a época certa para viver certas emoções que só a vida na terceira dimensão proporciona, você escolheu esse momento, apenas não se lembra o por quê. Você não precisa necessariamente se lembrar por que nasceu, mas ajuda bastante na jornada desta vida lembrar o motivo.

As pessoas preferem apenas aceitar que fizeram certas escolhas quando lhes é conveniente. Sejam em escolhas banais como o sabor do sorvete ou o melhor dia para ir no parque de diversões, sejam nas escolhas mais duradouras como qual faculdade fazem, qual emprego aceitar ou com quem casar.

Mas a vida não é apenas essas escolhas. Existem as escolhas que por algum motivo (cada caso, um caso) são jogadas nas costas dos outros. São escolhas que são chamadas de Culpa. Se choveu no dia do primeiro encontro, culpa do mal tempo (você escolheu aquele dia por que quis). Se você brigou com seu namorado(a), culpa da cabeça quente cheia de problemas profissionais (você escolheu levar adiante a discussão, você escolheu as palavras, você escolheu o parceiro). Se você não consegue um emprego, culpa das empresas que não dão valor no que você faz ou daquele site que nunca tem uma vaga a sua altura (você escolheu o que estudar, você decidiu como fazer seu curriculo, você se apresenta ao entrevistador da forma que quer e diz o que quer também).

Existem também a escolha emocional. Você decidiu não dizer aquilo para seu amigo com medo dele se magoar. Você decidiu fazer o que sua mãe mandou com medo de ser taxado como filho ruim. Você fez escolhas com base no que os outros poderão pensar ou sentir e deixou em segundo plano o que você sentiu realizando aquilo. Não tem como saber o que o outro vai pensar ou sentir. Se você gosta tanto de seu amigo ou ama tanto sua mãe, por que você mentiu? Por que você disse algo que não queria dizer, por que fez algo que não queria fazer e nem ao menos se deu a dignidade de expor o que sentia para a pessoa? Ela também não tem como adivinhar se aquilo era prazeroso ou não pra você. Se você quer honestidade e sinceridade das pessoas, comece com você mesmo. Seja honesto e seja sincero, seja você mesmo e não se preocupe como as pessoas vão ver isso, as que realmente gostar de você, vão gostar ainda mais e as que se afastarem, não gostavam de você e sim de algo que você aparentava ser.

Qualquer evento que ocorra na sua vida, foi escolha sua. Ai você também escolhe querer participar desse evento de uma forma boa ou ruim, querer fugir ou aceitar. Todo e qualquer evento existe o lado bom e ruim, nenhum evento é bom ou ruim por natureza, todos os eventos são neutros. Cabe a você escolher a forma como passar essa experiência. Um exemplo dramático porém real é um evento chamado Sequestro. Sim, você escolheu passar por essa experiência, ninguém vive uma experiência sem ter desejado. Existem infinitos motivos, pergunte ao seu Eu Superior, ele sabe o por que de você ter escolhido tal evento. Seja na ameaça em si, com uma arma apontada pra você, você escolhe entre continuar com sua encarnação ou dar o dinheiro. Se você não aceitar tal experiência, levar para o lado negativo, será algo traumático, será algo criado negativamente sem retorno físico ou espiritual algum. Se você aceitar tal experiência, fazer do evento algo positivo, sua vida muda, como toda experiência positiva que você escolhe ter. Entregue seu dinheiro, reavalie o tempo que foi sacrificado de sua família para você ter aquele dinheiro. Veja até onde vai sua crença eu Deus. Veja o que você realmente sentiria falta. O que você dava tanta importância mas não tem valor algum.

Você é o único dono de sua vida e o único que faz as escolhas para ela. Você veio para esta encarnação por um motivo e se você se distancia muito desse propósito, seu Eu Superior toma as devidas atitudes para que você volte para o caminho original. Muitas vezes começa com uma ligeira sugestão e vai se intensificando cada vez que você escolhe não aceita-las. Algo de muito ruim aconteceu com você, mas você aprendeu algo com isso? Reveja todas as 'dicas' que seu Eu Superior te deu antes desse evento, veja quantas oportunidades você deixou de aceitar, quantos eventos menos traumáticos você deixou de aceitar, acreditando de certa forma que você não precisava de tal aprendizado. Aprenda como seu Eu Superior 'conversa' com você para que você não perca a próxima chance.

Aprenda a ser responsável pelas suas escolhas. Pare de culpar os outros por seu erros, foi você que escolheu ou deixou de escolher (escolheu não escolher). Não se sinta obrigado a fazer certas escolhas. Se seu chefe te pede um serviço, você escolhe realizar ou não. Ele também pode escolher te mandar embora. Ele também escolhe como passar por essa experiência, de forma positiva ou negativa. Ele escolhe ver você como alguém com liderança ou como alguém abusado.

Quem sabe o que alguém vai escolher? Ninguém. Faça a sua escolha, faça a escolha que prefere e não se preocupe com a outra escolha, ela só vai existir se você quiser.

Seja honesto, seja sincero, seja positivo. Seja você mesmo, sempre.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Dinheiro – parte 01


Voltei a escrever aqui por causa dele.

Eu tive uma educação financeira muito confusa. Meus pais nunca foram ricos, mas tinha um certo conforto. Agora, depois que sai de casa, tenho menos do que não tinha antes!

O problema começou quando eu era criança. Queria um vídeo-game novo e escutava por meses que não tinha dinheiro, mas via meus pais trocando de carro todo ano. Nunca me importei com roupas de marcas famosas, mas minha mãe sempre me vestia com elas e ainda reclamava que as sujava.

Nasci no interior de São Paulo e tinha uma vida que poucos tem hoje em dia. Não me refiro ao que podia ser comprado, as coisas que eu dava valor não tinham preço. Minha ambição não era ter o ultimo modelo de vídeo-game (que por sinal era o avançadíssimo SNES) ou ter uma mini-moto 2 tempo. Minhas ambições eram atravessar o quarteirão indo por cima do telhado dos vizinhos, era esperar chover para andar de bicicleta, era desmontar 2 carrinhos de brinquedo e tentar juntar as melhores partes deles, era esperar minha vó começar a colocar bobs no cabelo e ir escalar a arvore em frente a sua casa. Eu era feliz por que eu não precisava de dinheiro para me divertir. Porem quando eu precisava do dinheiro dos meus pais, eu não conseguia ou quando conseguia, era de uma forma bem confusa pra minha cabeça.

Uma das primeiras coisas que aprendi era que a maioria das coisas que queria, eram erradas ou não serviam para mim. Se eu queria uma bicicleta de 18 marchas, meus pais me convenciam que a de 15 marchas ia fazer a mesma coisa. Se eu queria um SNES, um Mega Drive ia fazer a mesma coisa. Um lanche da lanchonete do lado de casa era a mesma coisa que um McDonalds, só que mais caro. Cresci achando que os meus pais sabiam melhor do que eu o que era melhor pra mim.

Dei meu poder de escolha e decisão para eles e esqueci de pedir de volta.

De um modo simplificado uma pessoa é construída da seguinte forma: sistema de crenças – emoções – atitudes. Meu sistema de crenças em dinheiro era: oque vem fácil, vai fácil; precisa trabalhar muito para ter dinheiro; precisa ser competente; é mais fácil gastar do que ganhar. Mas nesse sistema incluía os assuntos indiretos que eram a falta de competência por não saber o que é melhor pra mim, sempre gastava em coisa inútil e nunca dava valor no dinheiro suado que eles ganhavam. Dinheiro sempre me gerava uma emoção de afastamento. Era algo difícil de conseguir e de certa forma, eu não merecia ter por falta de competência. Juntando a parte religiosa distorcia, achava que dinheiro era mal, era coisa do capeta. Ou seja, tudo girava em torno do meu afastamento do dinheiro, sempre tendo que depender dos outros para ter, sempre tentando fugir do diabo para ter dinheiro. A concepção psicológica de que não queria ter dinheiro mas precisa dele era algo muito difícil de entender.

Não culpo meus pais por esse ensinamento ou falta dele. Talvez fosse algo que foi passado para eles pelos próprios pais e assim em diante. Algo que vem sendo passado através de inúmeras gerações, o conceito você não tem habilidade suficiente para ter tudo isso ou tudo aquilo. Eu fui educado como se tudo tivesse que ser difícil de conseguir.

Hoje em dia eu sei que tudo isso não passou de uma aprendizado. Eu não teria chegado aonde cheguei se tivesse tido muito dinheiro. Foi a falta dele que me fez retrair, criar um casulo de reflexão e ver oque realmente estava acontecendo. As respostas que procurava no mundo exterior custavam dinheiro, então comecei a procura-las dentro de mim.

Sou grato por toda experiência. Sou rico espiritualmente, mas cansei de ser pobre fisicamente.

Ola... novamente!


Bom, minha ultima postagem foi em 5 de Maio de 2010. Praticamente 1 ano e meio depois, volto a escrever sem a certeza que continuarei fazendo isso.

Porem agora mudei um pouco o foco do blog. Não pretendo postar muitas coisas relacionadas ao mundo ‘exterior’. Meu foco agora é o mundo ‘interior’... Partindo da ideia que o mundo ‘exterior’ é apenas o reflexo do mundo ‘interior’, agora quero falar sobre psicologia, elevação, ascensão, quarta dimensão, seres, espirito, deuses... tudo a partir do meu ponto de vista.

Comentários serão sempre bem aceitos.

De inicio não pretendo deletar os posts antigos. Pra falar a verdade, não me lembro de tudo que já postei, então o mais provável é que certos posts serão reescritos e os outros serão deletados futuramente.